Polícia
Publicado em 23/04/2026 - 07h16min
Caso Master: PF conclui que Sicário cometeu suicídio e não sofreu pressão
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Caso Master: PF conclui que Sicário cometeu suicídio e não sofreu pressão
A Superintendência da Polícia Federal de Minas Gerais concluiu a investigação sobre a morte de Luiz Philipi Machado de Moraes Mourão, chamado de Sicário por Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

A conclusão da Polícia Federal (PF) é de que a morte se deu por suicídio e não foi provocada por outra pessoa ou pressão sofrida por Sicário.

Uma equipe da superintendência irá ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quinta-feira (23) apresentar os resultados ao ministro relator do caso Master, André Mendonça.

Até mesmo a possibilidade de Mourão ter agido sob efeito de substâncias psicotrópicas foi examinada.

Além do vídeo que mostra toda a permanência de Sicário na cela da PF, os policiais ouviram testemunhas, pessoas próximas e analisaram conversas dele.

Apesar da conclusão do inquérito, Sicário permanece com os bens bloqueados, o que não deve mudar. A leitura é que seus recursos eram fruto de ações criminosas.

Ao receber o relatório da PF, a tendência é que Mendonça envie as conclusões para a PGR para analisar um possível arquivamento.

A morte de Sicário
Em março, a Polícia Federal (PF) abriu inquérito para apurar a circunstância da custódia de Luiz Philipi Machado de Moraes Mourão, o "Sicário" de Vorcaro, um dos presos na Operação Compliance Zero, deflagrada nesta quarta.

Segundo a instituição, ele "atentou contra a própria vida enquanto se encontrava sob custódia da instituição na Superintendência Regional da Polícia Federal em Minas Gerais".

"Sicário" foi preso na Operação Compliance Zero, que investiga um esquema bilionário de fraudes financeiras relacionadas ao Banco Master.

Também foi preso na mesma operação Daniel Vorcaro, banqueiro apontado como chefe da organização criminosa estruturada em diferentes núcleos.

As investigações apontam que Sicário tinha papel central na organização criminosa e executava ordens de monitoramento de alvos, extração ilegal de dados em sistemas sigilosos e ações de intimidação física e moral.

Os investigadores mencionam também uma "dinâmica violenta evidenciada pelas conversas entre Vorcaro e Mourão", e indica que ele atuaria como 'longa manus' (expressão do contexto jurídico que indica um agente que atua em nome de outro) da prática das práticas violentas atribuídas à organização.

O relatório fala, ainda, da existência de fortes indícios de que Mourão recebia a quantia de 1 milhão de reais por mês de Vorcaro como remuneração pelos "serviços ilícitos".
(Ana Flor/G1)
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