Foto: Reprodução

Trump comemora o fim da ocupação militar dos EUA no Iraque após 12 anos
Donald Trump tratou como um “grande dia para os Estados Unidos” a retirada das últimas tropas norte-americanas do Iraque, após ocupação que durou cerca de 12 anos. A manifestação do republicano foi divulgada na rede social Truth, nesta quarta-feira (30/9).
“Foram muitas decisões equivocadas que nos envolveram nesse atoleiro, mas em breve isso será apenas história”, disse o líder norte-americano. “Este é um grande dia para os Estados Unidos e, o mais importante, deixamos o Iraque com um novo e excelente primeiro-ministro, Ali al-Zaidi, alguém que apoiei desde o início e a quem endossei integralmente”.
Forças norte-americanas estavam no Iraque desde 2014, quando Washington enviou apoio militar para o país na luta contra o Estado Islâmico (Isis). À época, o grupo jihadista ocupou cerca de um terço do território iraquiano
Antes disso, tropas dos EUA ocuparam o país entre 2003 e 2011, durante a Guerra no Iraque, que terminou com o assassinato do então presidente Saddam Hussein. Para justificar a invasão, Washington alegou que o país armazenava armas de destruição em massa — que nunca foram encontradas.
A atual retirada foi negociada pelo ex-presidente Joe Biden, em 2024, e concluída neste ano durante a administração Trump.
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No comunicado, o republicano comparou a saída do Iraque com a retirada de militares dos EUA do Afeganistão, em 2021. Na ocasião, 13 militares norte-americanos morreram, e cerca de US$ 7 bilhões (mais de R$ 36 bilhões) em armas ficaram para trás, que acabaram caindo nas mãos do Talibã.
“Ao contrário do Afeganistão, onde grande parte do equipamento militar e outros recursos foram abandonados, e 13 soldados jazem mortos, com muitos outros gravemente feridos, esta partida ordenada das forças e equipamentos da Coalizão da Base Aérea de Erbil marca o fim de uma incursão extremamente custosa no inferno”, escreveu Trump.
Mesmo com o fim da ocupação norte-americana, e do apoio de Trump ao primeiro-ministro Ali al-Zaidi, a atual administração do país enfrenta desafios.
Um dos principais é a tentativa de conter milícias e grupos armados ligados ao governo iraniano. Tais organização chegaram, inclusive, a lançar ataques contra instalações norte-americanas no Iraque durante a guerra entre Irã e EUA.
Bagdá tenta, desde junho, implementar um plano de desarmamento de milícias ligadas as Forças de Mobilização Popular (PMF). A coalizão foi criada no contexto da ascensão do Isis no país, e recebeu treinamento direto do Corpo dos Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC) para lutar contra o grupo jihadista ao lado de forças governamentais.