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Publicado em 30/09/2026 - 14h25min
Ataque a imagem religiosa em Maceió será investigado pela PF após determinação de Dino
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Foto: Reprodução
Ataque a imagem religiosa em Maceió será investigado pela PF após determinação de Dino
Um caso registrado em Maceió está entre os episódios de ataques a imagens religiosas católicas que serão investigados pela Polícia Federal (PF) por determinação do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). A medida foi determinada nesta quarta-feira (30) e abrange ocorrências registradas em diferentes regiões do país.

Ao determinar a investigação, Dino citou 11 casos noticiados nos últimos meses envolvendo ataques a imagens católicas. Além da capital alagoana, há registros em Cuiabá, Salvador, Londrina (PR), Rio Grande (RS), Esmeraldas (MG), Jauru (MT), Santo Amaro (BA) e Novo Progresso (PA).

Segundo o ministro, chegaram ao gabinete, por diferentes meios, informações sobre o que classificou como uma aparente disseminação de ataques contra imagens religiosas em várias partes do Brasil.

Dino afirmou ter recebido as denúncias após decidir, no último domingo (27), restabelecer publicações na internet relacionadas ao debate sobre Nossa Senhora Aparecida e o título de padroeira do Brasil.

No despacho, o ministro apontou que os episódios podem envolver diferentes crimes, entre eles ultraje a culto religioso, preconceito religioso, violência contra práticas religiosas, injúria qualificada por elemento religioso, ameaça, furto, dano, incêndio e violação de domicílio.

A atuação da Polícia Federal, segundo Dino, se justifica pela repercussão interestadual dos episódios, pela necessidade de uma apuração uniforme e pela possível ocorrência de crimes contra os direitos humanos.

Além da investigação pela PF, o ministro determinou a atuação da Procuradoria-Geral da República (PGR) no caso.

Entenda

A decisão ocorre em meio a uma controvérsia envolvendo publicações nas redes sociais sobre uma suposta proposta para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil.

O assunto ganhou repercussão durante a campanha eleitoral após circularem informações de que grupos ligados ao candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) defenderiam a mudança. O candidato nega que exista qualquer intenção nesse sentido.

Flávio Bolsonaro acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para retirar publicações que o associassem à suposta proposta. O ministro André Mendonça acolheu inicialmente o pedido e determinou a remoção de uma postagem do humorista Antonio Tabet e de conteúdos semelhantes.

No domingo (27), Flávio Dino derrubou a decisão de Mendonça e determinou o restabelecimento da publicação, argumentando que o conteúdo não mencionava diretamente o candidato e que estavam em discussão garantias relacionadas à liberdade de expressão.

A campanha de Flávio Bolsonaro recorreu ao ministro Luiz Fux, do STF. Fux suspendeu os efeitos da decisão de Dino, restabelecendo a ordem anterior de retirada das publicações. O caso passou a envolver decisões tanto do STF quanto do TSE.


(Agência Brasil)
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