Justiça
Publicado em 07/04/2026 - 15h00min
Caso Claudia Pollyanne: donos de clínica e tia viram réus por assassinato brutal da esteticista
Judiciário entendeu que a acusação descreve de forma suficiente os fatos, com indícios de autoria e materialidade
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Redação
Foto: Arquivo Pessoal
Amigos de Claudia Pollyanne cobram punição dos responsáveis pela barbárie
A Justiça de Alagoas recebeu a denúncia apresentada pelo Ministério Público e deu início à ação penal contra Maurício Anchieta de Souza, Jéssica da Conceição Vilela e Soraya Pollyanne dos Santos Farias, no caso da morte da esteticista Cláudia Pollyanne Farias de Sant’Anna, ocorrida em uma comunidade terapêutica em Marechal Deodoro

Na decisão, o Judiciário entendeu que a acusação descreve de forma suficiente os fatos, com indícios de autoria e materialidade, permitindo o regular andamento do processo

Segundo o Ministério Público, Maurício Anchieta é apontado como o principal responsável pelas agressões que resultaram na morte da vítima, passando a responder por homicídio qualificado, com emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa, além de cárcere privado qualificado

Jéssica da Conceição Vilela também responde por homicídio qualificado e cárcere privado qualificado, sendo indicada como participante das agressões e integrante da dinâmica de violência dentro da clínica

Já Soraya Pollyanne dos Santos Farias, tia da vítima, responde por cárcere privado qualificado, por ter contribuído para a permanência de Cláudia no local contra a própria vontade, inclusive após o término do contrato de internação

De acordo com a denúncia, a esteticista foi submetida a um ambiente de violência contínua, com relatos de agressões físicas, contenções forçadas e uso excessivo de medicamentos que a deixavam dopada e sem condições de reagir

Testemunhas ouvidas durante a investigação relataram episódios frequentes de espancamentos, incluindo socos, chutes e golpes de estrangulamento, muitas vezes na presença de outros internos, indicando um padrão reiterado de maus-tratos

Ainda conforme apurado, a vítima permaneceu por cerca de sete meses em situação de cárcere privado, período em que já não havia respaldo legal para a manutenção da internação

No dia dos fatos, Cláudia teria sido novamente agredida e não resistiu. O laudo cadavérico apontou múltiplas lesões e sinais compatíveis com asfixia e violência contínua

O caso ganha maior gravidade porque Maurício Anchieta e Jéssica já estão presos em outro inquérito, no qual também respondem por crimes como tortura e estupro contra internos da mesma estrutura

Com o recebimento da denúncia, o processo segue agora para a fase de instrução, quando serão colhidas provas e ouvidas testemunhas, etapa que antecede eventual decisão de pronúncia para julgamento pelo Tribunal do Júri
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