Saúde
Publicado em 21/09/2026 - 11h28min
Projeto Follow-up do Cesmac retoma acompanhamento de bebês de risco desde os primeiros meses de vida
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Foto: Reprodução
Projeto Follow-up do Cesmac retoma acompanhamento de bebês de risco desde os primeiros meses de vida
Os primeiros meses de vida concentram etapas importantes do desenvolvimento infantil e, para bebês que apresentam algum fator de risco, acompanhar de perto cada uma dessas conquistas pode fazer diferença. Com esse olhar, o Cesmac retoma, a partir de outubro, o Projeto Follow-up – Programa de Acompanhamento dos Bebês de Risco, iniciativa que oferece avaliação, orientação e acompanhamento de crianças com indicadores que possam repercutir em seu desenvolvimento, ao mesmo tempo em que proporciona aos estudantes de Fisioterapia uma experiência prática de formação.

Coordenado pela professora e fisioterapeuta Clarissa Cotrim, o projeto receberá bebês desde o nascimento, especialmente prematuros, crianças com síndrome de Down e aquelas que apresentem outros fatores de risco para atrasos no desenvolvimento. O ideal é que a criança chegue ao programa antes dos seis meses de vida, período em que a intervenção precoce ganha ainda mais importância. O ingresso acontece, em geral, até um ano de idade, e o acompanhamento pode seguir até aproximadamente os dois anos, quando, se houver necessidade, a criança passa a ser assistida pelo ambulatório regular.

“Nosso objetivo é detectar precocemente possíveis alterações e acompanhar esse bebê para favorecer o melhor desenvolvimento possível. Quanto mais cedo ele chega, melhor conseguimos avaliar, orientar a família e definir o que realmente precisa ser feito. Nem toda criança precisará de terapia contínua: algumas podem ser acompanhadas quinzenal ou mensalmente, com orientações para os pais, enquanto outras necessitarão de uma intervenção formal”, explica Clarissa.

A participação da família é parte fundamental da proposta. Além da avaliação e do estímulo ao desenvolvimento, o Follow-up trabalha com ludicidade, atuação em equipe e orientação aos pais, para que os estímulos tenham continuidade para além dos encontros. As famílias recebem direcionamentos que podem ser incorporados à rotina da criança em casa, promovendo o chamado enriquecimento ambiental e ampliando as oportunidades de desenvolvimento no dia a dia.

Para os estudantes de Fisioterapia do Cesmac, a retomada do projeto representa também a abertura de um importante espaço de aprendizagem prática. Do segundo ao quarto período, os acadêmicos participam na categoria observacional, acompanhando avaliações, condutas e a dinâmica do atendimento. Do quinto ao décimo período, passam à categoria assistencial, participando efetivamente dos atendimentos, sempre sob supervisão. “É uma experiência muito rica para a formação. O aluno aprende a olhar para o desenvolvimento infantil, para a criança e também para a família. Temos, inclusive, profissionais que passaram pelo projeto durante a graduação e depois seguiram trabalhando nessa área”, destaca a coordenadora.

Com início previsto para outubro, os atendimentos do Projeto Follow-up acontecerão às sextas-feiras à tarde, sob responsabilidade da professora Clarissa Cotrim. O acesso será feito por encaminhamento e agendamento junto à Clínica Escola ou à coordenação do projeto. Ao retomar uma iniciativa que já faz parte da trajetória do curso de Fisioterapia, o Cesmac fortalece a integração entre ensino e assistência: enquanto bebês e famílias encontram acompanhamento desde os primeiros meses de vida, os futuros fisioterapeutas vivenciam, ainda na graduação, uma área em que o olhar precoce e a atuação conjunta com a família podem contribuir para o desenvolvimento da criança.
(Assessoria)
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