
Infectologista: saiba as áreas em que o profissional atua e a importância nos combates a endemias
Responsável por diagnosticar, tratar e prevenir uma ampla variedade de doenças infecciosas, o infectologista é um profissional fundamental tanto no atendimento individual quanto na proteção da saúde pública. No Sistema Único de Saúde (SUS), sua atuação ganha ainda mais relevância diante de surtos, epidemias e no acompanhamento de pacientes com quadros complexos, conforme esclarece o chefe do Gabinete Estadual de Combate às Doenças Infectocontagiosas da Sesau, infectologista Renné Oliveira.
O especialista salienta que o campo de atuação da infectologia é amplo e abrange doenças que fazem parte do cotidiano da população, além de grandes desafios sanitários. Entre as enfermidades mais comuns estão as virais, como dengue, chikungunya, Covid-19, influenza e HIV/AIDS, além de infecções bacterianas, como tuberculose, sífilis e meningites. Também fazem parte da rotina do infectologista tratar doenças parasitárias e oportunistas, como toxoplasmose, leishmaniose e micoses sistêmicas.
“O infectologista é o médico que cuida de um grupo muito amplo de doenças, que fazem parte do nosso dia a dia e também dos grandes desafios da saúde pública. Além do atendimento direto ao paciente, o especialista também atua como consultor dentro da medicina, auxiliando outros profissionais na condução de casos mais complexos, especialmente quando há dificuldade no diagnóstico ou resposta ao tratamento”, explica Renne Oliveira.
Importância do Infectologista
A importância da infectologia se reflete diretamente na saúde pública. A especialidade está ligada ao controle de epidemias e surtos, à vigilância epidemiológica, à elaboração de políticas de vacinação e à redução da mortalidade. Ao longo da história, esse papel foi determinante em momentos críticos, como na erradicação da varíola e, mais recentemente, durante a Pandemia da Covid-19.
“Isso mostra que é uma especialidade que não cuida apenas de indivíduos, mas protege toda a sociedade. Na prática, alguns sinais indicam a necessidade de procurar um infectologista, como febre persistente ou sem causa definida, perda de peso inexplicada, aumento de linfonodos e infecções que se repetem ou não melhoram com tratamentos convencionais. Pessoas com suspeita ou diagnóstico de HIV/AIDS, infecções sexualmente transmissíveis ou com imunidade comprometida também devem buscar avaliação especializada", destaca Renee Oliveira.
Prevenção
A prevenção é outro pilar fundamental da infectologia, de acordo com o chefe do Gabinete Estadual de Combate às Doenças Infectocontagiosas da Sesau. "A vacinação é uma das ferramentas mais eficazes para reduzir a transmissão de doenças, evitar formas graves e proteger os grupos mais vulneráveis e, com isso, nos cabe, enquanto profissionais, incentivar e esclarecer dúvidas quanto à imunização. Além disso, também é nossa atribuição orientar a população quanto a necessidade de adotar medidas simples no dia a dia e que fazem a diferença para evitar doenças infecto contagiosas, como higienização das mãos, uso de preservativos e cuidados respiratórios", enfatiza o infectologista da Sesau.
“No final, tudo isso se traduz em menos pessoas doentes, menos internações, menor custo para o SUS e melhor qualidade de vida. Outras ações, como o controle do mosquito transmissor de doenças, o saneamento básico e a segurança alimentar, também são essenciais para diminuir a circulação de agentes infecciosos. Dessa forma, o infectologista se consolida como um profissional estratégico, atuando não apenas no tratamento, mas principalmente na orientação e na prevenção, contribuindo para a saúde individual e coletiva”, disse Renne Oliveira.