Polícia
Publicado em 27/04/2026 - 07h30min
Caso Cláudia Pollyanne: Domingo Espetacular repercute assassinato da esteticista
Donos de clínica clandestina e tia da vítima viram réus no processo
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Caso Cláudia Pollyanne: Domingo Espetacular repercute assassinato da esteticista
A Justiça de Alagoas aceitou a denúncia do Ministério Público e tornou réus três investigados pela morte de Cláudia Pollyanne Farias de Sant’Anna, que estava internada em uma clínica de reabilitação, após oito meses do crime.

Poly trabalhava como esteticista e era conhecida por ser uma pessoa alegre, vaidosa e preocupada com a aparência. Devido a uma dependência de álcool, ela buscou uma nova chance em uma clínica. Em um ano e três meses, fotos tiradas no local mostraram a mulher com aparência descuidada e assustada.

“Ela entrou com uma perspectiva de melhora e, durante o tempo que passou lá dentro, ela desconfigurou-se completamente. Por conta, possivelmente, inicialmente das drogas que ela foi obrigada a consumir e também das torturas, maus-tratos, que sofreu lá dentro”, afirma o promotor de justiça Adriano Jorge Barros Lima.

Cláudia morreu em 9 de agosto do ano passado no local que se apresentava como uma comunidade terapêutica. Segundo a investigação, ela foi vítima de tortura e cárcere privado. No laudo do Instituto Médico Legal, a causa da morte foi registrada como “insuficiência respiratória aguda”, além de constatar “múltiplas lesões externas, demonstrando que a vítima esteve exposta a episódios repetidos de violência em momentos distintos”. Também foram observados sinais de traumatismo cranioencefálico.

Entre os réus investigados estão Maurício Anchieta de Souza, dono da clínica, sua esposa Jéssica da Conceição Vilela, e a tia da esteticista, Soraya Pollyanne dos Santos Farias.

Na denúncia do Ministério Público, à qual o Domingo Espetacular teve acesso, a internação de Pollyanne começou de forma voluntária e deveria ter durado apenas oito meses. O documento aponta que a tia da vítima foi a responsável pelo custeio da internação e teria mantido a sobrinha no local sob cárcere privado. Não houve comunicação às autoridades nem autorização médica para a internação, como exige a lei.

Depois da morte da esteticista e a denúncia dos amigos, a investigação da polícia descobriu que outros internos também foram dopados, agredidos e até vítimas de violência sexual. Além disso, as autoridades constataram que a clínica era clandestina e os medicamentos eram administrados sem a prescrição adequada.
(Domingo espetacular/R7)
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