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Publicado em 04/08/2026 - 17h21min
Governo Trump diz ter revogado visto da embaixadora do Brasil nos EUA
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Governo Trump diz ter revogado visto da embaixadora do Brasil nos EUA
Os Estados Unidos anunciaram nesta terça-feira (4) que revogaram o visto de um diplomata brasileiro de alto escalão. Segundo o Departamento de Estado, a medida é uma resposta à demora das autoridades brasileiras em conceder o aval diplomático para que Daniel Perez assuma a embaixada americana no Brasil.

O nome do diplomata que teve o visto revogado não foi revelado.

Segundo o Departamento de Estado. medida não significa a expulsão do diplomata. Ele afirmou que o representante brasileiro pode permanecer nos Estados Unidos, mas sem um visto válido.

O órgão disse ainda que o visto poderá ser restabelecido caso o governo brasileiro autorize a nomeação do novo embaixador americano.

A medida foi anunciada 10 dias após o Itamaraty negar vistos a dois diplomatas do Departamento de Estado que viajariam ao Brasil: o secretário-assistente Riley M. Barnes e o subsecretário-assistente Samuel Samson.

Os dois foram citados em reportagem do jornal The Washington Post como responsáveis por uma estratégia para questionar a integridade e a confiabilidade do sistema eleitoral brasileiro.
Um porta-voz do Departamento de Estado negou que os funcionários pretendiam interferir nas eleições.
Segundo os EUA, a visita tinha como objetivo discutir "integridade eleitoral, liberdade religiosa e liberdade de expressão" com autoridades brasileiras e representantes da sociedade civil.

Em 29 de julho, o blog da Andreia Sadi revelou que o governo brasileiro já esperava algum tipo de retaliação após a negativa dos vistos. Fontes do Itamaraty avaliavam uma reação no campo diplomático, com novas restrições de vistos, mas outras medidas também não eram descartadas.

Uma hipótese considerada era o uso da Lei Magnitsky como instrumento adicional de pressão. A legislação permite que os Estados Unidos imponham sanções a cidadãos estrangeiros acusados de violações graves de direitos humanos ou de corrupção em larga escala.

O ministro Alexandre de Moraes já foi punido com base na Lei Magnitsky em julho do ano passado, mas acabou sendo removido da lista no fim de 2025, após negociações entre o governo brasileiro e a Casa Branca.

Escalada

As relações entre Brasil e Estados Unidos começaram a se deteriorar em julho do ano passado, quando o presidente Donald Trump anunciou tarifas sobre produtos brasileiros importados pelos norte-americanos.

Na época, Trump justificou o tarifaço pelo que chamou de "caça às bruxas" contra o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Nos meses seguintes, negociações entre o governo brasileiro e a Casa Branca ajudaram a reduzir as tensões. No fim de 2025, os Estados Unidos aliviaram as tarifas e retiraram algumas sanções contra autoridades brasileiras.

Além disso, Lula e Trump se encontraram duas vezes. O presidente brasileiro visitou Washington em 7 de maio para se reunir com o líder americano, que chegou a elogiar o petista após os encontros.

No entanto, a relação entre os dois países voltou a se desgastar no fim de maio, quando os Estados Unidos classificaram as facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.

A decisão foi anunciada dias após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, se reunir com Trump e com o secretário de Estado, Marco Rubio, nos Estados Unidos.

Semanas depois, os Estados Unidos anunciaram novas tarifas contra o Brasil. Em 22 de julho, entrou em vigor uma taxa de 25% como resultado de uma investigação aberta com base na Seção 301 da Lei de Comércio.


A medida foi anunciada após o governo Trump concluir que o Brasil adota práticas que "oneram ou restringem" o comércio com os EUA. Entre os exemplos citados estão o sistema de pagamentos PIX e a regulação de plataformas digitais.

Dois dias depois, os EUA confirmaram outra tarifa, de 12,5%, contra o Brasil e dezenas de outros países. O governo americano alegou práticas comerciais desleais pela falta de combate ao trabalho forçado.
(G1)
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Comentários (8)
José Roberto enviou esse comentário em 04/08/2026 - 23h10min
O Trumtranqueira é incompetente, débil mental, ignorante, como alguém que tenha pelo menos os dois neurônios votam numa .erda dessa, pqp o mundo está ficando difícil de viver com tantos insanos e assassinos, o fascismo assim como a religião é a desgraça do mundo.
ivonndo Nilnndo enviou esse comentário em 04/08/2026 - 19h29min
Não quer falar nada pra Ibiúna ouvirem is. so mesmo offshore dope e Maria
José Lindomar Kossman enviou esse comentário em 04/08/2026 - 18h31min
O Brasil não pode se submeter aos caprichos do Sr. Trump, temos que responder a altura. Nos não damos nossa opinião sobre assuntos internos estadunidense, portanto as nossas escolhas políticas e eleitorais são competências nossas. E os EUA tem de parar de dar guarita a criminosos como Eduardo Bolsonaro, Allan dos Santos e Paulo Figueiredo.
Leopoldo Teixeira enviou esse comentário em 04/08/2026 - 18h22min
Gov Trump tem tratado o Brasil como republiqueta de "Pelourinho ", atirando Tarifaços injustamente, como o faz com suas bombas em "dialogos da Paz" que pratica com Iran e outros povos que lhe obstacularize em seus devaneios insanos. Agora, emprega prepotência mais séria pois atinge as regras de respeito sagradas da diplomacia. Contra essa insanidade, Brasil deve agir com cuidados, pois não há forças e poder suficientes para corrigirmos tal feito. Por ser tratar de tirania que atinge a soberania em âmbito internacional, torço para que o Gov Lula, CHAME ao Brasil, nossa embaixadora...dentro de uns 8 duas...
VICENTE ELIAS DE PAULA enviou esse comentário em 04/08/2026 - 18h19min
Realmente peço a Deus que livre o Brasil e o povo brasileiro desse ladrão e toda sua corja fora Lula fora PT
Geraldo do rego enviou esse comentário em 04/08/2026 - 18h03min
A família bossonaristas são todos traidores do Brasil. Mais Deus está no controle e não vai permitir que isso aconteça. Senhor meu Deus proteja nosso presidente Lula. Salve nosso país.
Paulo Moreira enviou esse comentário em 04/08/2026 - 17h58min
Com uma dívida de US$38 trilhões de dólares, impagável, de onde vão conseguir algo para pagar, se não for extorsão de muitos outros países e petróleos alheios, tipo Venezuela?
MARIO LUCIO FRANCO DE CARVALHO enviou esse comentário em 04/08/2026 - 17h46min
Alguém tem que dar um jeito nesse cenourão!
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