PUBLICIDADE
Justiça
Publicado em 23/09/2026 - 16h18min
TJAL mantém condenação de quatro policiais pelo desaparecimento e morte de adolescente em Maceió
Câmara Criminal rejeitou, por unanimidade, recurso das defesas e manteve penas impostas pelo Tribunal do Júri
Comentários (0)
+ -
Redação
Foto: Reprodução
TJAL mantém condenação de quatro policiais pelo desaparecimento e morte de adolescente em Maceió
O Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL) manteve, por unanimidade, nesta quarta-feira (23), a condenação de quatro policiais envolvidos no caso do adolescente Davi da Silva, de 17 anos, desaparecido em Maceió em 2014. A decisão foi tomada pela Câmara Criminal durante o julgamento dos recursos apresentados pelas defesas.

Os quatro haviam sido condenados pelo Tribunal do Júri por tortura, sequestro e cárcere privado, homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Com a decisão do TJAL, as penas determinadas no julgamento permanecem.

Eudecir Gomes de Lima foi condenado a 28 anos, 1 mês e 3 dias de reclusão. Carlos Eduardo Ferreira dos Santos e Nayara Silva de Andrade receberam penas de 24 anos, 4 meses e 13 dias de reclusão, além de períodos adicionais de detenção por tortura. Já Vitor Rafael Martins da Silva foi condenado a 21 anos, 9 meses e 13 dias de reclusão, também com pena adicional por tortura.

Segundo o Ministério Público de Alagoas (MPAL), os três policiais que ainda eram militares perderam os cargos. Nayara, que já havia deixado a corporação, ficou impedida de exercer função pública.

Relembre o caso

Davi desapareceu em agosto de 2014, após ser abordado por policiais no bairro Benedito Bentes, na parte alta de Maceió. Na ocasião, o adolescente foi colocado em uma viatura da Rádio Patrulha e não foi mais localizado.

Ele estava acompanhado de Raniel Victor Oliveira da Silva, que também foi abordado e posteriormente liberado. Raniel reconheceu os policiais investigados e prestou depoimento durante o processo. Meses depois, ele também foi encontrado morto.

A decisão desta quarta-feira encerra a análise da apelação pelo TJAL, mas as defesas ainda podem recorrer às instâncias superiores, desde que atendidos os requisitos legais.
(com Assessoria)
Gostou! Então compartilhe sua opinião.
Nenhum comentário cadastrado.
Seja o(a) primeiro(a) a comentar.
Todos os direitos reservados - 2008 - Melhor Notícia Empresa de Comunicação e Marketing LTDA.
Fone: (82) 9 8824-0174 Termo de condições de uso
Desenvolvido por