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TJAL mantém condenação de quatro policiais pelo desaparecimento e morte de adolescente em Maceió
O Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL) manteve, por unanimidade, nesta quarta-feira (23), a condenação de quatro policiais envolvidos no caso do adolescente Davi da Silva, de 17 anos, desaparecido em Maceió em 2014. A decisão foi tomada pela Câmara Criminal durante o julgamento dos recursos apresentados pelas defesas.
Os quatro haviam sido condenados pelo Tribunal do Júri por tortura, sequestro e cárcere privado, homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Com a decisão do TJAL, as penas determinadas no julgamento permanecem.
Eudecir Gomes de Lima foi condenado a 28 anos, 1 mês e 3 dias de reclusão. Carlos Eduardo Ferreira dos Santos e Nayara Silva de Andrade receberam penas de 24 anos, 4 meses e 13 dias de reclusão, além de períodos adicionais de detenção por tortura. Já Vitor Rafael Martins da Silva foi condenado a 21 anos, 9 meses e 13 dias de reclusão, também com pena adicional por tortura.
Segundo o Ministério Público de Alagoas (MPAL), os três policiais que ainda eram militares perderam os cargos. Nayara, que já havia deixado a corporação, ficou impedida de exercer função pública.
Relembre o caso
Davi desapareceu em agosto de 2014, após ser abordado por policiais no bairro Benedito Bentes, na parte alta de Maceió. Na ocasião, o adolescente foi colocado em uma viatura da Rádio Patrulha e não foi mais localizado.
Ele estava acompanhado de Raniel Victor Oliveira da Silva, que também foi abordado e posteriormente liberado. Raniel reconheceu os policiais investigados e prestou depoimento durante o processo. Meses depois, ele também foi encontrado morto.
A decisão desta quarta-feira encerra a análise da apelação pelo TJAL, mas as defesas ainda podem recorrer às instâncias superiores, desde que atendidos os requisitos legais.