
Ex-PM acusado de participação na morte de Kleber Malaquias será julgado na próxima segunda (20)
O ex-policial militar Marcos Maurício Francisco dos Santos será submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri na próxima segunda-feira (20), acusado de participação no assassinato do empresário e ativista social Kleber Malaquias. A sessão está marcada para às 8h, no Fórum Desembargador Jairon Maia Fernandes, em Maceió.
Segundo a denúncia apresentada pelo MPAL, o homicídio ocorreu em 15 de julho de 2020, em Rio Largo, e teria sido motivado pela atuação pública de Kleber Malaquias na divulgação de denúncias envolvendo agentes públicos em supostos esquemas de corrupção e organizações criminosas. A acusação sustenta que o crime foi planejado previamente, executado com divisão de funções entre os envolvidos, mediante promessa de recompensa e de forma a dificultar qualquer possibilidade de defesa da vítima.
De acordo com o Ministério Público, Marcos Maurício integrou o grupo responsável pelo monitoramento da vítima e pelo repasse de informações aos executores, contribuindo para a execução do plano criminoso.
Até o momento, quatro acusados já foram condenados pelo caso: o ex-policial militar Fredson José dos Santos, apontado como autor dos disparos, os então policiais militares Marcelo Souza e José Mário de Lima Silva, além de Edinaldo Estevão de Lima. As condenações ainda estão sujeitas aos recursos previstos na legislação.
Considerado um dos casos criminais de maior repercussão em Alagoas, o assassinato de Kleber Malaquias deu origem a uma investigação que reuniu análises de dados telefônicos, telemáticos e financeiros, além da produção de provas técnicas que embasaram as denúncias apresentadas pelo Ministério Público.
Segundo o MPAL, o julgamento desta segunda-feira representa a etapa final da apreciação, pelo Tribunal do Júri, dos réus pronunciados neste processo. Já em relação ao policial civil Eudson Matos, o órgão informou que a ação penal segue em segredo de Justiça por determinação do Tribunal de Justiça de Alagoas.
O Ministério Público destacou que atuará durante a sessão observando o devido processo legal, o contraditório, a ampla defesa e as garantias constitucionais, cabendo ao Conselho de Sentença decidir sobre a responsabilidade penal do acusado com base nas provas produzidas nos autos.