Polícia
Publicado em 06/02/2019 - 07h25min
Polícia Civil revela plano para assassinar Paulo e Marina Dantas
Baixinho Boiadeiro pagaria R$ 290 mil a pistoleiros pelos crimes
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Redação
Polícia Civil revela plano para assassinar Paulo e Marina Dantas
A Polícia Civil de Alagoas (PC/AL) descobriu um plano para matar o deputado Estadual, Paulo Dantas e a sua esposa, Marina Dantas, prefeita do município de Batalha, no Sertão alagoano.

As investigações que estão sendo conduzidas pelos delegados da Divisão Especial de Investigações e Capturas (Deic), Fábio Costa, Thiago Prado, Cayo Rodrigues e Fabrício Lima apontam como mandante José Márcio Cavalcanti de Melo, o “Baixinho Boiadeiro”

Segundo levantamentos, José Márcio, com o auxílio do seu primo Dênis Boiadeiro, teria pago a quantia de R$ 290 mil reais a pistoleiros pernambucanos, que executariam o parlamentar e a prefeita.

O crime foi encomendado no início do mês de junho de 2018 e a ordem era que o casal fosse morto antes das eleições para evitar que Paulo Dantas se elegesse ao cargo de deputado Estadual para o qual concorria. 

O plano foi confirmado por meio de áudios do aplicativo WhatsApp cujas suspeitas levam a voz de Baixinho Boiadeiro cobrando o término do serviço. 

Em alguns dos áudios também pôde ser ouvida a voz de “Zé de Laércio Boaiadeiro”. A comprovação do envolvimento dos suspeitos na trama criminosa será realizada através de laudo do Instituto de Criminalística (IC), que analisará o padrão de voz dos investigados.

Em um dos áudios, os suspeitos referem-se como o crime seria executado, passando detalhes de que as armas a serem utilizadas seriam fuzis e, que o ataque ocorreria quando as vítimas estivessem dentro do carro. 

Narra-se ainda o plano de fuga para os pistoleiros, os quais retornariam para Pernambuco através de uma rodovia que liga à cidade de Águas Belas.

José Márcio foi preso após o júri que o condenou a 45 anos e 10 meses de prisão, além de cumprir outros dois mandados de prisão em seu nome. Após a sessão, ele foi conduzido à sede da DEIC, onde foi interrogado e negou todos os fatos acima. Os demais suspeitos citados serão investigados e o caso corre em segredo de justiça.

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