
Maceió e Arapiraca estão entre as 60 cidades mais violentas do Brasil, diz estudo
Os dois maiores municípios de Alagoas, Maceió e Arapiraca estão classificados como duas das 60 cidades mais violentas do Brasil, de acordo com o levantamento divulgado na última quarta-feira (23), pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
Segundo dados do estudo, a capital alagoana aparece em 29º lugar do ranking, com uma taxa de 36,7 homicídios dolosos por 100 mil habitantes. Já Arapiraca ocupa o 59º lugar, com uma taxa de homicídios de 36,3 homicídios por cem mil habitantes.
O levantamento mostra também que o município do Rio Branco (AC) aparece em primeiro lugar do ranking, com uma taxa de 93,4 homicídios por cem mil habitantes. Em seguida aparecem Caucaia (CE), com taxa de 84,2 homicídios, Maracanaú (CE), com 73,9, Cabo de Santo Agostinho (PE), com 80,2, e Feira de Santana (BA), com 60,9.
Segundo o Ipea, entre os 15 municípios mais violentos do País, apenas cinco estão localizados fora da região Nordeste. A distribuição desses 15 municípios por estado é a seguinte: Ceará com quatro, Bahia com três, Acre com dois, Pará com dois e Rio Grande do Norte, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Sul com um cada.
Nacionalmente, o Rio de Janeiro aparece com o maior número de municípios entre os 120 mais violentos do País, com 16 cidades. Em seguida aprecem a Bahia, com 13 municípios, Pernambuco (11), Ceará e Pará (com 8, cada), Rio Grande do Sul (7) e Paraná e Minas Gerais, com seis, cada. Na outra ponta aprecem Rondônia, Amazonas, Roraima, Piauí, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal, com um município, cada.
Em nota, o Ipea informou que os dados da pesquisa serão utilizados para orientar o Ministério da Justiça e da Segurança Pública (MJSP) em relação ao Programa Nacional de Enfrentamento de Homicídios e Roubos, que tem como objetivo combater a violência urbana, ao articular iniciativas de prevenção e repressão à criminalidade nas áreas que concentram as maiores taxas de homicídios no território nacional.
"A ordenação pela nota geral torna mais rápida a redução do homicídio total na medida em que o programa seja bem sucedido e avance, enquanto que a ordenação pela taxa garante prioridade para os municípios em que o problema é mais grave”, esclarecem os pesquisadores.