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Operação mira empresas de bebidas por suspeita de sonegação fiscal em Alagoas
O Ministério Público de Alagoas (MPAL) deflagrou, nesta quinta-feira (24), a Operação Dionísio para investigar um suposto esquema de fraude tributária envolvendo empresas do setor de bebidas. A ação cumpre 17 mandados de busca e apreensão em Alagoas, São Paulo, Minas Gerais e Maranhão.
A investigação, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal e aos Crimes Contra a Ordem Tributária (GAESF), envolve 30 pessoas e 42 empresas. Em Alagoas, quatro empresas de Maceió e Arapiraca são apontadas como integrantes da estrutura investigada.
Segundo o MPAL, os débitos tributários relacionados às empresas no estado chegam a aproximadamente R$ 190 milhões. Também existem procedimentos fiscais em andamento na Secretaria da Fazenda de Alagoas (Sefaz-AL) que somam R$ 132,4 milhões.
Entre as suspeitas estão manipulação da base de cálculo do ICMS, utilização irregular de benefícios fiscais e circulação de mercadorias sem documentação fiscal. O Ministério Público também apura o possível cancelamento fictício de notas fiscais e a alteração dos valores das bebidas comercializadas para reduzir a tributação.
A investigação aponta ainda possíveis empresas de fachada, blindagem patrimonial e lavagem de dinheiro. Um empresário com atuação nacional teria orientado a criação de empresas utilizadas na estrutura investigada.
Os mandados são cumpridos em Maceió e Arapiraca; São José dos Campos, Boituva e Fernandópolis (SP); Frutal (MG); e São Luís (MA).
O MPAL investiga crimes como organização criminosa, sonegação fiscal, falsa identidade e lavagem de dinheiro. A apuração segue em andamento, e os investigados têm direito à defesa e ao devido processo legal.