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Publicado em 25/08/2026 - 16h13min
'Amigo próximo': piloto conta por que e como desenhou nome de Lito no céu dos EUA
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'Amigo próximo': piloto conta por que e como desenhou nome de Lito no céu dos EUA
O piloto brasileiro Enderson Rafael desenhou o nome de Lito Sousa no céu do Texas, nos Estados Unidos, nesta segunda-feira (24). Ação foi uma homenagem ao influenciador e ex-mecânico de aviação, que foi diagnosticado com a Doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ).

O gesto foi feito em meio à mobilização nas redes sociais para tentar conseguir acesso de Lito a um tratamento experimental para a doença, que é rara, grave e de rápida progressão.

Rafael contou ao g1 que teve a ideia nos últimos dias. Além de homenagear Lito, ele queria ajudar a levar o nome do influenciador a mais pessoas em um momento em que ele precisa de apoio.

“Foi uma maneira diferente e especial de representar alguém que teve uma carreira brilhante e faz tanto pela aviação”, afirmou.

Como é piloto e proprietário de uma aeronave, Rafael decidiu fazer o voo a bordo de um Cessna 150. Segundo ele, foi a primeira vez que realizou uma homenagem desse tipo.

O voo levou pouco mais de três horas e percorreu uma distância equivalente à viagem entre Rio de Janeiro e São Paulo. O desenho do nome de Lito, segundo o piloto, ficou maior do que a própria cidade de São Paulo.

Para realizar o trajeto, foi necessário planejar a rota levando em conta a autonomia da aeronave, o vento e o espaço aéreo da região de Dallas-Fort Worth.

O Cessna 150 usado na homenagem tem autonomia de cerca de quatro horas. Rafael explicou que o vento predominante na região alterou o tempo necessário para fazer determinados trechos do desenho.

“O ‘I’, por exemplo, levava 6 minutos no sentido norte, mas 10 voltando para o sul”, afirmou.

O planejamento também precisou considerar o intenso movimento aéreo da região, que abriga o Aeroporto Internacional de Dallas-Fort Worth, um dos mais movimentados do mundo, além de áreas militares e outros espaços restritos.

Pouco antes da decolagem, um incêndio florestal levou à criação de uma zona restrita temporária para a atuação de aeronaves de combate ao fogo. Com isso, Rafael precisou refazer a rota.

Segundo o piloto, apesar das restrições, a aviação geral nos Estados Unidos permite maior liberdade de operação, o que tornou possível realizar a homenagem.

Amigo pessoal de Lito

Rafael afirmou que a relação com Lito vai além da comunidade de aviação. Segundo ele, os dois são amigos pessoais, e as famílias se conhecem há quase dez anos.

“Então, primeiramente é um amigo próximo, uma pessoa espetacular, brilhante e generosa, precisando de ajuda e do nosso apoio”, afirmou.
Os dois também trabalharam juntos em projetos ligados ao canal Aviões e Músicas. Para Rafael, Lito teve um papel importante na aproximação do público com temas ligados à aviação no Brasil.

“Na minha opinião, o Lito representa um nome único nas últimas décadas na democratização da informação, de segurança de voo e de preservação da história da aviação brasileira”, disse.

Segundo o piloto, a capacidade de Lito de explicar assuntos técnicos para o público em geral é um dos principais diferenciais do influenciador.
“O carisma que ele tem e a maneira como consegue navegar entre o que é extremamente técnico e o público leigo é um diferencial que o coloca num lugar muito especial entre as pessoas que trabalham divulgando e explicando a nossa profissão.”

Doença não tem tratamento específico
O diagnóstico da doença de Creutzfeldt-Jakob exige uma investigação cuidadosa para descartar outras condições que podem provocar sintomas semelhantes.

Em geral, a doença começa com alterações rapidamente progressivas na cognição, afetando a memória, a autonomia e a capacidade de realizar atividades cotidianas. As alterações motoras costumam aparecer posteriormente.

“A gente está falando de uma doença rara, e ainda de uma manifestação inicial com sintomas motores, e não cognitivos, mantendo a lucidez”, explica o neurologista Felipe Schmidt, coordenador do Serviço de Neuroimunologia do HUPE/Uerj.

Após a confirmação do diagnóstico, o tratamento é voltado principalmente para o controle dos sintomas e o conforto do paciente. Atualmente, não há uma terapia específica capaz de curar a doença de Creutzfeldt-Jakob ou interromper sua progressão.

“É basicamente suporte e conforto. Então, tratar a dor, tratar os movimentos involuntários, em especial a mioclonia, enfim, tentar dar mais conforto para aquele paciente e aquela família”, afirma o neurologista.
(G1)
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