
'Serial Killer de Maceió' é condenado por morte de idosa; penas já ultrapassam 175 anos
O sétimo julgamento envolvendo Albino Santos, réu confesso de diversos homicídios, em Alagoas terminou com nova condenação na Justiça. O homem foi sentenciado a 22 anos, cinco meses e 15 dias de prisão pelo assassinato de uma idosa ocorrido em 2019, na capital alagoana.
A decisão foi anunciada nesta quinta-feira (5), após sessão do Tribunal do Júri realizada no Fórum do Barro Duro. O processo analisado desta vez tratou da morte de Genilda Maria da Conceição, de 71 anos, crime considerado pelas investigações como o primeiro de uma série de homicídios atribuídos ao acusado.
De acordo com as apurações, a vítima foi morta na manhã do dia 6 de fevereiro de 2019, no Beco de Zé Miguel, enquanto caminhava para levar o neto, então com 11 anos, até a escola. A idosa foi surpreendida e atingida por disparos de arma de fogo pelas costas.
O julgamento foi acompanhado por familiares da vítima, que compareceram ao tribunal em busca de justiça pelo crime ocorrido há mais de seis anos.
Segundo informações divulgadas pelo Ministério Público de Alagoas, esta é a sétima condenação do réu em processos relacionados a homicídios investigados pelas autoridades. Somadas, as penas já ultrapassam 175 anos de reclusão.
Relembre as condenações do chamado “serial killer de Maceió”:
1º júri – 11 de abril de 2025
O réu foi condenado a mais de 37 anos de prisão pelo assassinato de um barbeiro, além de outro crime relacionado ao caso.
2º júri – 6 de junho de 2025
Sentença de 24 anos de reclusão pelo homicídio de uma mulher trans.
3º júri – 31 de julho de 2025
Condenação de 24 anos de prisão pelo assassinato da menina Ana Clara, crime ocorrido no bairro do Vergel.
4º júri – 4 de setembro de 2025
O acusado recebeu pena de 14 anos de prisão por tentativa de homicídio contra um jovem, também no Vergel.
5º júri – 31 de outubro de 2025
A Justiça fixou pena de 27 anos e um mês de reclusão pelo assassinato de Tâmara Vanessa dos Santos e por duas tentativas de homicídio contra a mãe de santo Leidjane Gomes de Freitas e José Gustavo Carvalho, no bairro Ponta Grossa.
6º júri – 13 de novembro de 2025
O réu foi condenado a 24 anos e seis meses pelo assassinato de Beatriz Henrique da Silva. No mesmo julgamento, recebeu mais cinco meses e oito dias de prisão por lesão corporal contra o filho da vítima, que tinha apenas quatro anos na época do crime. A pena total neste processo foi de 24 anos, 11 meses e oito dias.
7º júri – 5 de março de 2026
No julgamento mais recente, o acusado foi sentenciado a 22 anos, cinco meses e 15 dias de reclusão pelo assassinato de Genilda Maria da Conceição, de 71 anos. O crime ocorreu em 2019, no Beco de Zé Miguel, em Maceió.