Foto: Arquivo/Assessoria

Serial killer de Maceió atinge marca de 150 anos de prisão após novo júri
O maníaco Albino dos Santos Lima voltou a enfrentar o Tribunal do Júri nesta quinta-feira (13) e recebeu mais uma condenação que amplia, ainda mais, sua longa trajetória criminal. Pelo assassinato de Beatriz Henrique da Silva e pelas agressões cometidas contra o filho dela, então com quatro anos, o réu teve a pena fixada em 24 anos, 11 meses e 8 dias de reclusão em regime fechado.
Com esse novo veredito — o sexto — Albino agora soma 150 anos de prisão, resultado das diversas condenações por homicídios consumados e tentados atribuídos a ele nos últimos anos. E o número ainda pode crescer: há outros processos em fase de julgamento, que devem levá-lo novamente ao banco dos réus nos próximos meses.
O julgamento ocorreu no Fórum Desembargador Jairon Maia Fernandes, no Barro Duro, em Maceió. Durante a sessão, Albino mais uma vez apresentou discursos desconexos, mesclando delírios e justificativas místicas. Em dado momento, afirmou que teria agido “por orientação do Arcanjo Miguel” e relatou episódios fantásticos, como o desaparecimento de uma laje e visões de fogo descendo do céu.
O réu ainda tentou atribuir à vítima um suposto vínculo com o tráfico de drogas — uma narrativa que já foi amplamente descartada pela investigação e pelo próprio Judiciário. Entre contradições e lapsos de memória, chegou a dizer que “não lembra de parte do que aconteceu” e mencionou históricos de transtornos na família.
Apesar das tentativas de desviar o foco, o Conselho de Sentença reconheceu novamente a responsabilidade de Albino pelos crimes. Com novos julgamentos programados, a expectativa é de que a pena total do serial killer continue aumentando.