
Hospital Dr. Ib Gatto Falcão apresenta novo fluxo da assistência em saúde mental
O Hospital Dr. Ib Gatto Falcão apresentou o novo fluxo de atendimento em saúde mental da unidade, em conformidade com os protocolos clínicos e com a legislação vigente, que regulamenta a assistência psiquiátrica no contexto hospitalar. A atualização do novo perfil assistencial foi construída e alinhada conjuntamente com a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), por meio da Secretaria Executiva de Ações de Saúde e da Superintendência de Assistência Pré-Hospitalar e Hospitalar, com o objetivo de fortalecer a organização da rede e garantir maior efetividade na assistência especializada.
Reconhecido como referência estadual e unidade de porta aberta para atendimentos de urgência e emergência, o hospital conta com leitos destinados à saúde mental, mas eles são voltados, exclusivamente, para pacientes em sofrimento psíquico intenso. Isso significa que apenas pacientes com transtornos de causa psíquica, que apresentem necessidade de intervenção imediata e estabilização clínica em ambiente hospitalar especializado, podem ocupar estes leitos.
A atualização do fluxo assistencial tem como finalidade garantir a organização do atendimento e a maior segurança técnica, além de assegurar que a internação ocorra apenas diante de critérios clínicos devidamente estabelecidos. A medida também ressalta a integração da unidade à Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), promovendo o direcionamento adequado dos pacientes conforme a complexidade de cada caso e assegurando a continuidade do cuidado após a estabilização.
De acordo com o diretor médico da unidade, Pedro Andrade, a assistência em saúde mental no ambiente hospitalar exige critérios rigorosos para garantir a efetividade do cuidado. “Trabalhamos com protocolos clínicos claros e alinhados à legislação vigente, especialmente em hospitais gerais que recebem demanda espontânea e referenciada. O Hospital Dr. Ib Gatto Falcão permanece como referência e porta aberta para esses atendimentos, mas, é fundamental que a internação ocorra apenas quando houver indicação clínica precisa e, devidamente justificada, após avaliação especializada”, destacou.
Orientações
Conforme as novas determinações, a internação em leitos de saúde mental somente será realizada após avaliação técnica da equipe especializada, mediante registro do diagnóstico, justificativa clínica formal e comprovação da impossibilidade de manejo do quadro em outro nível assistencial. Vale ressaltar que a legislação brasileira prevê três modalidades de internação psiquiátrica.
“A internação voluntária ocorre com o consentimento expresso do paciente; a internação involuntária é realizada sem o consentimento do paciente e a pedido de familiar ou responsável legal, quando houver risco à integridade física ou psíquica; e a internação compulsória, que acontece por determinação judicial, mediante avaliação médica e respaldo legal”, explica o diretor médico do Hospital Dr. Ib Gatto Falcão.
Critérios
Entre os critérios assistenciais que podem justificar a internação, segundo Pedro Andrade, estão episódios depressivos graves, com ou sem sintomas psicóticos, associados à ideia suicida e surtos psicóticos agudos. Também integram esta lista estados de agitação psicomotora grave e outras situações psiquiátricas que demandem contenção terapêutica, monitoramento intensivo e intervenção especializada imediata.
O diretor médico da unidade salienta que o espaço hospitalar destinado à saúde mental possui caráter estritamente transitório, sendo voltado exclusivamente para a estabilização do quadro agudo. Após a estabilização clínica, conforme salienta o profissional, o paciente deverá ser encaminhado para seguimento ambulatorial e acompanhamento contínuo na rede especializada, respeitando o princípio da desospitalização e da continuidade do cuidado em serviços adequados ao tratamento prolongado.
Pedro Andrade ressalta, ainda, que a permanência hospitalar deve ocorrer pelo menor tempo necessário. “O leito hospitalar em saúde mental é um recurso de estabilização, não de permanência prolongada. Nosso objetivo é acolher, intervir de forma técnica e segura, estabilizar o paciente e garantir o encaminhamento para acompanhamento ambulatorial, promovendo cuidado contínuo e humanizado”, enfatiza.