
Mais tempo na cama, menos vezes por semana: o novo retrato do sexo no Brasil
Vinte anos depois de uma pesquisa que revelou hábitos íntimos dos brasileiros, um novo levantamento mostra como o comportamento sexual no país mudou. Se antes o Brasil era considerado um povo “altamente sexualizado”, com frequência média de duas a três relações por semana, agora o cenário é outro:
"Está mais para duas ou uma vez por semana do que três”, diz a psiquiatra e sexóloga Carmita Abdo.
Por outro lado, o tempo das relações aumentou: a média, que era de 10 minutos, agora chega a 15. O motivo, explica a especialista, está no papel cada vez mais valorizado das preliminares.
“Tem se dado essa importância até por conta da necessidade da mulher de se satisfazer.”
O impacto da internet
A internet aparece como principal responsável pelos novos comportamentos. Com o avanço do sexo virtual, as pessoas passaram a ter contato com sexualidade sem sair de casa, por meio de telas, aplicativos, pornografia e conversas eróticas online — e não necessariamente no encontro presencial.
“Na própria casa, diante de uma tela, a pessoa faz sexo tantas vezes quanto sentir que precisa”, diz Carmita.