Polícia
Publicado em 24/01/2019 - 15h46min
Acusado de participar de organização criminosa, mais um PM é preso na capital
Militares são acusados de roubos e tráfico de drogas; mandados foram expedidos pelo Poder Judiciário
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Redação
Acusado de participar de organização criminosa, mais um PM é preso na capital
Foto: MPE/Cortesia
Operação acontece nesta quinta-feira (24)
O soldado Elton Diego Correia, acusado de participar de ações criminosas, se apresentou, na tarde desta quinta-feira (24), no Ministério Público Estadual (MPE). Mais cedo, Três PMs e quatro civis foram presos pelo Órgão Ministerial numa operação integrada.

O bando, acusado de roubos, tráfico de drogas e outros delitos, teria invadido uma residência porque recebera a informação de que a vítima estaria guardando, lá, a quantia de R$ 190 mil. O roubo foi frustrado porque o dono da casa desconfiou quando os supostos criminosos pularam o muro e se identificaram como policiais. Armado, ele atirou contra os invasores, que desistiram da prática do delito.

Há denúncias também da prática de homicídios e estupros. Para esses dois últimos ilícitos, o MPE/AL prossegue com as investigações.

O Gaeco também descobriu que os militares costumam agir ao lado de outras cinco pessoas, e que todos cometem assaltos e comercializam ilegalmente armas e entorpecentes. 

Dos 10 mandados de prisão temporária - com validade de cinco dias, podendo haver prorrogação por igual período -, cinco foram contra dois oficiais da Polícia Militar e três praças. 

Estão presos os tenentes Tiago da Silva Duarte - que está lotado na 5ª Companhia Independente de Marechal Deodoro, e Wellington Aureliano da Silva - que trabalha na 3ª Companhia Independente de Paripueira, e o soldado Cyro da Vera Cruz Neto, que exerce suas atividades no Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTran), Neilson Santos Dantas, Romoaldo de Souza da Silva, Dênis Novaes dos Reis Silva e um homem identificado apenas como Ramon. Todos foram detidos em suas residências e não reagiram a prisão. 

A operação ganhou o nome de “expurgo” porque essa palavra significa “eliminar algo, no sentido de desfazer-se de um problema”.

Investigação

As investigações do Gaeco duraram seis meses. Tudo começou quando o Ministério Público recebeu denúncias de que um grupo de militares estaria praticando assaltos em diferentes cidades do estado. A apuração seguiu e o Ministério Público teve acesso as câmeras segurança de uma casa que sofreu tentativa de roubo, no município de Santa Luzia do Norte. Nelas, estão imagens que mostram que a invasão ao imóvel contou com a participação dos tenentes Tiago da Silva Duarte e Wellington Aureliano da Silva.


(Com Assessoria)
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