O Natal chegando e nas redes sociais mensagens de amor, paz, felicidades para todos.
Na postagem seguinte, as mesmas pessoas destilam preconceito, discriminação, rancor. Aplaudem o policial agressor, defendem a morte do transgressor da lei, criticam o ativista LGBT, o preto que dança, desfila, canta, aponta o morador de rua como vagabundo, deseja que o manifestante político seja preso, espancado e por aí vai.
O que significa aquela bela mensagem de Natal, endereçada a todos? É uma mensagem seletiva? Apenas para uma parte da humanidade? Continuamos dividindo nossas vidas, nossa cidade, nosso País, a humanidadeem dois lados?
Para os que acreditam, a mensagem de Natal é o nascimento de Jesus, como pregador da paz, do amor, da fraternidade, do respeito entre todos indistintamente. Se somos cristãos ou não, ateus ou não, a mensagem que é passada por Jesus, tem um apelo de união, de confraternização entre povos, nas famílias, amigos, ambiente de trabalho e em tempos de internet nas redes sociais.
Não adianta enviar mensagens natalinas, pensar nos presentes, na roupa nova, na ceia de Natal se a verdadeira mudança dentro de nós, simplesmente não acontece. Até porque não precisamos esperar até o Natal para melhorarmos pra nós, por nós e principalmente pelo outro. A intolerância tem nos causado estragos, inimizades. Nos causa mal físico, emocional e nas minhas convicções também espiritual.
Se a mensagem dessa época é de união, respeito, que tal transformar essa semana num acordo de paz? Respeitar a diferença? Aceitar opiniões contrárias? Não criticar o outro por causa da cor da pele, do cabelo, da roupa, do estilo de vida? Há um grande risco de que esse comportamento agrade a todos; sim porque o ser humano foi feito para amar, é nisso que acredito; e as redes sociais tragam mais delicadeza, respeito, tolerância e menos rancor. Com certeza será um grande Natal.