As eleições são o ápice de uma democracia, pois coloca-se nas mãos de cidadãos, os destinos de cidades, estados e do país. Os candidatos devem ser avaliados pela conduta, pela história de vida, pelo comportamento como cidadãos e pela contribuição que possa dar para o desenvolvimento econômico, social, educacional, na saúde, na segurança, etc, etc.
Essa é uma equação que todos nós conhecemos, mas parece que continua difícil de ser compreendida ou assimilada. Candidatos são centenas, mesmo os que estão respondendo na justiça ou na polícia, de acordo com nossa legislação, podem participar, ou seja, os pleitos tem candidato pra todo gosto. E o eleitor deveria ser mais exigente e consciente nas suas escolhas.
Lamentável que em Alagoas vejamos notícias sobre atentados, invasões a prefeituras, câmara de vereadores, roubo de documentos. O que tenta se esconder? Por que não respeitar e tentar matar os eleitos, conforme vontade da maioria?
Continuamos a achar que os cargos eletivos são vitalícios? Que pertencem a grupos políticos? Que são eternos e devem passar de gerações para gerações? Democracia preserva acima de tudo a liberdade de escolha e se a população faz a opção pelos mesmos sempre, essa escolha deve ser respeitada.
Não aceitar o resultado democrático e utilizar a violência como ferramenta desleal para “ reverter o problema”, anular o rival, é um comportamento da época do coronelismo, da época em que homens ignorantes e violentos resolviam tudo à bala. Os tempos mudaram... ou não?
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*Elza Amaral, é jornalista