Foto: Assessoria

Há vezes que não imaginamos até onde nosso transporte vai chegar, de repente fica tão a baixo do nível da água que terminamos nos afogando.
Outras sobem tanto, que nos sufocamos com a falta de ar.
Na verdade as entrelinhas da vida nos ensinam mais que os textos explícitos. São elas que nos mostram a importância do silêncio.
E a cada silêncio vem as flechas que vão nos maltratando e matando por dentro, nos levando ao ponto de não querer mais viver.
São nesses momentos que a falta de um adeus, não vai fazer falta, uma palavra não dita, um abraço apertado, a presença que já deixou de existir, não será mais sentida.
É em poucos segundos que o tempo não vai poder mensura a falta de um aceno, a pessoa que tanto amamos e que por vezes foi incapaz de perceber o quanto nós fez falta.
A beleza da vida que sonhamos, mas que sempre éramos deixados em segundo plano, para em pequenas coisas ter que silenciar a voz que lacrimejava.
O amanhã, esse certamente vai continuar existindo sem nossa presença, e pensar.que nos doamos tanto em vão, sem ter a importância ou valor que esperávamos.
Antes seria melhor a incerteza, não esperar tanto, por não se doar por inteiro, para quem só queria se entregar a metade.
Mas enfim, um dia a vida chega ao fim, em apenas um sopro, a vela se apaga, e o adeus, esse, nunca será dado.
*Professor Aquiles Virtuozo